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Investigado pela morte de Juan, vai a banco dos réus pelo assassinato de ex-presidiário em 2008.
Rio - Um dos suspeitos da morte do menino Juan Moraes, de 11 anos, dia 20, em Nova Iguaçu, o cabo
Edilberto Barros do Nascimento vai sentar no banco dos réus dia 20 em audiência no 4º Tribunal do Júri em Nova Iguaçu. Ele e mais três policiais do 20º BPM (Mesquita) são acusados da execução do ex-presidiário Júlio César Andrade Roberto, 23 anos, em 7 de julho de 2008, na localidade de Sebinho, Vila Norma, Mesquita.
Edilberto Barros do Nascimento vai sentar no banco dos réus dia 20 em audiência no 4º Tribunal do Júri em Nova Iguaçu. Ele e mais três policiais do 20º BPM (Mesquita) são acusados da execução do ex-presidiário Júlio César Andrade Roberto, 23 anos, em 7 de julho de 2008, na localidade de Sebinho, Vila Norma, Mesquita.
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Assim como a ação no caso Juan foi registrada como auto de resistência — quando há reação à ação da polícia — na 56ª DP (Comendador Soares), o mesmo ocorreu com a primeira versão da morte de Júlio, apresentada pelos policiais à 53ª DP (Mesquita). Segundo os PMs, Júlio teria entrado em confronto e morreu.
As semelhanças não param por aí. No caso Juan foram apreendidas pistola e drogas que estariam com Igor Afonso, 17, que morreu, acusado ser traficante. Na ação em que Júlio foi morto, com ele foi encontrado revólver e drogas.
Quatro policiais do batalhão de Mesquita são acusados de execução. Caso foi registrado como auto de resistência | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Os policiais apontaram Júlio como bandido, ligado ao chefe do tráfico da região, Alexssander Oliveira, o Neto, e estaria com dois criminosos que atiraram. Parentes e moradores contestaram. Alegaram que Júlio estava desarmado e foi executado com tiro de fuzil. Dois dias depois do crime, os PMs teriam invadido a casa da mãe de Júlio, sem mandado judicial, e quebrado objetos, procurando testemunhas.Denunciado por homicídio
Em janeiro de 2009, o promotor André Ferreira João denunciou por homicídio qualificado, sem chance de defesa da vítima, o cabo Edilberto, o soldado Alexandro Claudomiro de Lima, o segundo sargento Carlos Gouveia da Silva e o soldado Jaílson Henrique de Lima. Logo após o crime, o grupo ficou 30 dias preso no Batalhão Prisional (BEP). Júlio havia sido condenado por tráfico e associação a pena de quatro anos e ficou preso três anos.
Corregedoria vai apurar autos de resistência de PMs
Os autos de resistência envolvendo PMs passarão a ser objeto de apuração da Corregedoria da corporação. O projeto será anunciado quarta-feira durante a inauguração da nova sede do órgão, em São Gonçalo. Um dos objetivos será acompanhar cada caso. Após análise, o policial envolvido poderá ser submetido a reciclagem ou até ser afastado da função.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) indicam que o 20º BPM (Mesquita) — onde estão lotados os militares envolvidos na morte do menino Juan — apresentou índice elevado de autos de resistência. Em 2010, foram registradas 65 mortes em confrontos. De janeiro a maio deste ano, foram 22 casos.
PM já encerrou o caso de Júlio
Na Justiça, o caso de Júlio está longe de um desfecho. No laudo de exame do serviço de perícia em arma de fogo número 004364/2010 consta que ainda não havia sido feito o confronto balístico entre ‘as armas apreendidas com os policiais e os projéteis por ventura encontrados no corpo da vítima’.
Para a PM, porém, o caso foi encerrado. O Conselho de Disciplina do 3º Comando de Policiamento de Área (Baixada Fluminense) decidiu, por unanimidade, que os PMs são inocentes. O caso foi arquivado em fevereiro do ano passado como foi publicado no boletim 34 da corporação.
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