Morre em São Paulo o senador Romeu Tuma
O senador estava internado havia 56 dias no Hospital Sírio Libanês, em
São Paulo. Ele era casado com a professora Zilda Dirane Tuma. Deixou
quatro filhos e nove netos.
Neste mês, o senador passou por uma cirurgia para implantação de um
coração artificial, devido a uma grave insuficiência cardíaca.
Às 15h desta terça, o hospital Sírio-Libanês divulgou nota, assinada
pelo diretor-técnico Antonio Carlos Onofre de Lira e pelo diretor
clínico Riad Younes, na qual informa que o senador morreu "em
decorrência de falência de múltiplos órgãos". O velório ocorrerá na
Assembleia Legislativa de São Paulo.
O texto integral da nota é o seguinte:
"O Senador Romeu Tuma, 79 anos, internado no Hospital Sírio-Libanês, em
São Paulo, desde 1º de setembro de 2010, faleceu às 13h00, desta
terça-feira (26/10), em decorrência de falência de múltiplos órgãos.
O corpo será velado na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.
As informações médicas foram fornecidas pela equipe coordenada pelo Dr. Rogério Tuma."
Vida política
Romeu Tuma exerceu dois mandatos como senador por São Paulo. Durante a campanha eleitoral deste ano, foi internado e não conseguiu se reeleger.
Romeu Tuma exerceu dois mandatos como senador por São Paulo. Durante a campanha eleitoral deste ano, foi internado e não conseguiu se reeleger.
Em 1994, disputou pela primeira vez uma eleição e se elegeu senador com
mais de 5,5 milhões de votos. Em 2000, foi candidato à Prefeitura de
São Paulo, mas terminou em quarto lugar. Nas eleições de outubro de
2002, recebeu 7,27 milhões de votos e obteve novo mandato de senador,
com vigência até 2011.
Tuma foi o primeiro corregedor parlamentar do Senado Federal. Pertencia ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.
saiba mais
Dois de seus filhos seguiram a carreira política. Romeu Tuma Júnior foi
deputado estadual em São Paulo e secretário nacional de Justiça. Robson
Tuma foi deputado federal até 2006.
Carreira policial
Nascido na capital paulista em 4 de outubro de 1931, Tuma era policial, formado em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Nascido na capital paulista em 4 de outubro de 1931, Tuma era policial, formado em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Ele ingressou na carreira policial aos 20 anos. Durante o regime
militar, tornou-se investigador e delegado de polícia em 1967, quando
ingressou no Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Dops).
Exerceu o cargo de diretor de polícia especializada entre 1977 e 1983.
Em 1983, assumiu a Superintendência da Polícia Federal de São Paulo e
logo depois o cargo de diretor-geral da PF, função em que permaneceu até
1992. Ainda nesse posto, acumulou os cargos de Secretário da Receita
Federal e Secretário da Polícia Federal. Em 1991, também passou a ocupar
uma vice-presidência da Organização Internacional de Polícia Criminal
(Interpol).
Permaneceu como diretor-geral da PF até 1992, quando acumulou o cargo
de Secretário da Receita Federal, no governo do presidente Fernando
Collor. De 1992 a 1994, foi assessor especial do governador de São
Paulo, com status de Secretário de Estado.
Entre os seus trabalhos policiais de maior repercussão, está a
descoberta da ossada de um dos mais procurados criminosos de guerra
nazistas, Joseph Mengele, e a captura do mafioso italiano Thommaso
Buscheta.
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