Jovem baleada em cemitério de Guarulhos é transferida de hospital
Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital
estadual Padre Bento e, de acordo com os médicos, está consciente e tem
quadro de saúde estável.
A paciente está passando por exames para avaliar se o tiro que a
atingiu no pulmão esquerdo, chegando à coluna, não a deixará
paraplégica. “Lá (no hospital particular), se ela precisar fazer
fisioterapia é melhor. Faz todo o tratamento de uma vez”, contou o
motorista Lúcio Damasceno Nascimento, de 44 anos, tio da menina,
justificando a transferência, que ocorreu pouco depois de 16h.
A mãe dela, Tânia, também foi atingida no tiroteio e está no Hospital
Geral de Guarulhos. Ela foi ferida com uma bala ainda na axila. As duas
estavam no cemitério para visitar o túmulo do pai de Tamires.
Segundo a polícia, dez homens saíram da favela Crepúsculo, que fica ao
lado do cemitério, e entraram atirando em direção a Paulo Luiz da Silva,
um foragido da Justiça. Os policiais contaram que ele era o alvo dos
criminosos e estava no Vila Rio para acompanhar a exumação do corpo do
irmão. Silva também estava armado e reagiu, levando um tiro no tórax.
Após ser operado, ele seguiria para a prisão a fim de cumprir a pena por
homicídio. Silva e o grupo da favela teriam desavenças.
O tio de Tamires contou que a menina conseguiu na tarde desta segunda
conversar pela primeira vez com a mãe pelo telefone. “Elas se falaram
pelo celular e isso deixou a Tamires mais alegre." De acordo com ele, a
menina passará por mais exames, pois até agora os médicos não teriam
conseguido ver com precisão o tamanho da lesão. “O local está muito
inchado”, afirmou ele, referindo-se à região da coluna da paciente.
Na manhã desta terça, a avó de Tamires, Elza Soares Damasceno informou
que a menina sentiu um formigamento nas pernas. E contou ainda como foi o
momento em que mãe e filha foram baleadas.
"A menina estava desabafando, falando da saudade que sentia [do pai].
[A mãe] disse que a menina estava de costas. Ela [a mãe] viu os
camaradas aparecerem com revólver na mão. Ela correu para abraçar a
filha para se jogar no chão, mas não deu tempo", disse Elza. De acordo
com a avó, mãe e filha estavam abraçadas quando aconteceram os disparos.
"Jovem baleada em cemitério de Guarulhos é transferida de hospital"
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