Mulher morre de infarto durante assalto no Castelo Branco
Filha da vítima encontrou corpo em quarto nos fundos da casa
A aposentada Terezinha Maria de Jesus, 83, morreu durante um
assalto nesta noite no bairro Castelo Branco, zona
norte da cidade. Ela apresentava alguns pequenos hematomas, mas a
suspeita é que ela tenha falecido por infarto. O caso foi registrado
como latrocínio (roubo seguido de morte), já que foram levados R$ 350 em
dinheiro e dois cartões bancários. Não há suspeitos.
Por volta das 19h45, o marido da vítima (não teve a
identidade
revelada) notou a falta da esposa. Ele fez uma breve verificação no
imóvel e, após não encontrá-la, telefonou para umas das três filhas,
Maria Aparecida Evangelista, dizendo também que o portão da frente
estava aberto. Preocupado, ela e o marido, o autônomo Pedro Buste, 64,
residentes na zona rural, vieram à cidade.
A Polícia Militar foi acionada e ajudava a família nas buscas da
senhora. Já por volta das 21h, Maria Aparecida resolveu procurá-la na
edícula da casa, que estava trancada. Ao olhar pela janela, viu o corpo
da mãe de bruços com a cabeça coberta por panos.
Depois de destrancar a porta, notaram que Terezinha já estava morta. A
perícia técnica da Polícia Civil foi ao local. “Ela apresentava alguns
vermelhões nos braços e no rosto, entretanto sem maior gravidade. Nos
disseram que a suspeita mais forte é que, pelo nervosismo quando era
assaltada, ela tenha sofrido um infarto e falecido”, conta Pedro.
A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) tenta identificar o autor
ou autores do crime. Procurado pela reportagem do Jornal Diário, o
delegado titular da delegacia, Aéliton Roberto de Souza, não quis dar
entrevista.
Laudo da perícia técnica e do IML (Instituto Médico-Legal), que dirá a
real causa da morte, devem ser expedidos em 30 dias. Além do marido e
das filhas, Terezinha deixa quatro netos e um bisneto. Ela foi velada na
própria residência, na rua Pompeia, e foi sepultada na tarde de ontem
no Cemitério da Saudade.
É o primeiro latrocínio do ano
O latrocínio da aposentada Terezinha Maria de Jesus, 83, ocorrido
na noite de ontem é o primeiro do ano em Marília, igualando o número
registrado em 2009. Fora isso, a cidade já registra 17 homicídios este
ano. Se compararmos com 2009, quando seis pessoas foram assassinadas, o
aumento ultrapassa os 280%.
No caso do ano passado, no dia 20 de julho, o farmacêutico Frederico
Minardi de Oliveira, 34, foi morto com dez canetadas no pescoço dentro
do seu próprio apartamento, em condomínio residencial no Jardim
Califórnia, zona oeste da cidade.
Os irmãos Oscar Rocha, 27, e Saintclair Aparecido Rocha, 30, foram
presos três dias após o crime. Eles teriam conseguido chave do
apartamento da vítima (residiam no mesmo condomínio) e entrado no local
para roubar aparelhos eletrônicos.
A polícia chegou até eles através do sistema interno de segurança. No
dia 8 de abril deste ano, ambos foram inocentados pela Justiça por
insuficiência de provas. O Ministério Público recorreu da decisão e o
processo corre em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de São
Paulo. Novo julgamento está marcado para o dia 2 de dezembro.
“É uma tragédia”, diz amiga e vizinha
O assalto e a consequente morte da dona de casa Terezinha Maria
de Jesus, 83, ocorrida na noite de quinta-feira (11) chocou moradores do
bairro Castelo Branco, principalmente aqueles que conviveram com ela
por muitos anos, como a também dona de casa Antônia Aparecida Zaparolli.
“É uma tragédia. Nunca esperamos que coisas ruins assim aconteçam com
a gente ou conhecidos. A Terezinha morava nesta rua há 45 anos. Eu, ela
e alguns outros vizinhos éramos muito próximos. Algum dos nossos filhos
cresceram juntos”, diz.
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