Cerenses que fraudaram vestibular de medicina da UFT são presos; Saiba mais
Com elevada capacidade intelectual, dois estudantes da Universidade Federal do Ceará faziam a prova no lugar de dois outros inscritos,e receberiam até 15 mil reais em caso de aprovação. Quadrilha agiria em outros estados
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| Fachada da UFT, em Palmas | |
Uma ação conjunta da
Universidade Federal do Tocantins (UFT), Polícia Federal (PF) e
Ministério Público Federal (MPF) desarticulou, no último domingo, um
grupo de três pessoas que tentava fraudar o vestibular da UFT. De acordo
com a PF, o grupo formaria uma quadrilha que já teria fraudado outros
certames de algumas universidades públicas e privadas do país
.Durante coletiva convocada pelas três instituições, ocorrida na tarde desta terça-feira, na sede da Polícia Federal em Palmas, o reitor da UFT, Alan Barbiero; o procurador da República, Victor Mariz; o delegado da PF, Rodrigo da Silva Onofre; e o delegado regional executivo da PF, Ronaldo Guilherme, explicaram como ocorreu a investigação e a ação que resultou na prisão do grupo.
O reitor disse que através da própria rotina de segurança da Comissão Permanente de Seleção da UFT (Copese) foi identificada, no último Vestibular, irregularidade na inscrição de Olavo Vieira de Macedo, de 31 anos - líder do grupo. "Acionamos o MPF e a PF para maior investigação e, por sugestão da própria polícia, ele foi monitorado por três meses, para que se pudesse chegar ao restante do grupo", disse Barbiero.
Ainda conforme o reitor, a PF agiu energicamente, com rapidez e inteligência, prendendo tanto Macedo quanto os jovens Anderson Carlos Brasil Vasconcelos (21) e Lyanderson Andrade Arruda (22), ambos acadêmicos de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), também envolvidos na tentativa de golpe. Os dois fizeram as provas do vestibular no lugar dos verdadeiros candidatos inscritos, cujos nomes não foram revelados porque a investigação ainda prossegue. Eles apresentaram Carteiras Nacionais de Habilitação falsificadas. "Este evento demonstra a credibilidade da UFT e reforça que estamos preparados para enfrentar este tipo de processo seletivo, garantindo a todos a segurança necessária para o vestibular".
Método
Os
delegados Onofre e Guilherme explicaram que a fraude seria realizada
por meio da contratação de alunos de alta capacidade intelectual
(chamados pilotos) para fazer a prova no lugar de estudantes inscritos
no vestibular. "A UFT identificou os suspeitos e a PF foi acionada pela
Universidade. Nossos agentes acompanharam os suspeitos durante as provas
e, ao término destas, foi dada voz de prisão a eles", disse Onofre.
Segundo a PF, Vasconcelos e Arruda teriam confessado que foram agenciados por Macedo, por R$ 15 mil e R$ 12 mil, respectivamente. As vagas teriam sido negociadas por valores entre R$ 20 mil e R$ 70 mil. Com os acusados foram encontrados um ponto eletrônico (com Olavo Macedo) e duas trouxinhas de cocaína (com Anderson Vasconcelos). Os três estão detidos na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPA).
Segundo a PF, Vasconcelos e Arruda teriam confessado que foram agenciados por Macedo, por R$ 15 mil e R$ 12 mil, respectivamente. As vagas teriam sido negociadas por valores entre R$ 20 mil e R$ 70 mil. Com os acusados foram encontrados um ponto eletrônico (com Olavo Macedo) e duas trouxinhas de cocaína (com Anderson Vasconcelos). Os três estão detidos na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPA).
Punições
O
procurador da República, Victor Mariz, disse que ainda vai receber o
relatório da Polícia Federal sobre o caso, mas adiantou que os
envolvidos - inclusive os que contrataram - estão incorrendo em três
crimes: o de estelionato, que pode gerar pena de um a cinco anos de
prisão, com aumento de até um terço por ter sido contra uma entidade
pública; uso de documento público falsificado (no caso a CNH), que pode
demandar de dois a seis anos; e ainda por transporte de droga, que neste
caso geraria penas que vão de advertência a serviços comunitários ou
participação em cursos educativos.
Segundo o procurador, os verdadeiros candidatos - os que teriam contratado os 'serviços' de Macedo, também seriam do Ceará e poderão ser indicados nos mesmos crimes, podendo receber as mesmas penas. "Cópia dos autor deverão ser enviadas à universidade Federal do Ceará que poderá gerar, por sua vez, um procedimento administrativo de exclusão deles", disse. (Informações da ascom/UFT)
Segundo o procurador, os verdadeiros candidatos - os que teriam contratado os 'serviços' de Macedo, também seriam do Ceará e poderão ser indicados nos mesmos crimes, podendo receber as mesmas penas. "Cópia dos autor deverão ser enviadas à universidade Federal do Ceará que poderá gerar, por sua vez, um procedimento administrativo de exclusão deles", disse. (Informações da ascom/UFT)
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