Coordenadores de campanhas de Wagner são demitidos da PM e bombeiros
“Não tem outra explicação: é perseguição política”, afirmou Reginauro ao O POVO. Ele afirma que em nenhum momento uma nova paralisação entrou na pauta da reunião, em janeiro de 2013.
“A pauta era para discutir um ano de greve”, diz. Ele também afirma que foi convidado ao encontro como líder religioso - Reginauro é espírita - já que seria realizado um ato ecumênico em memória dos militares mortos.
Sobre a acusação de que teria descumprido ordem publicada no Boletim Interno de que não comparecesse ao encontro, o agora ex-bombeiro afirma que não tinha acesso ao documento, pois é necessário acessar a intranet da corporação, onde o boletim é publicado. “Pouquíssimos acessam, em virtude da burocracia”, diz.
“Capacho”
De acordo com Capitão Wagner, o secretário de Segurança Pública Servilho Paiva “não tinha mais o que fazer e, pra se vingar, encontrou essa maneira”. Ele também acusou o controlador de disciplina de ser “capacho” da secretaria de segurança. O órgão é, oficialmente, independente da pasta. Ele afirmou que as novas demissões - que, agora, somam 12 desde 2013 - trouxeram “indignação” ao conjunto da tropa. Ele diz esperar que o novo governador - e o novo secretário - busquem abri diálogo com a tropa.
O POVO não conseguiu contato com Michell Mendonça, com representantes da Secretaria de Segurança Pública ou da Controladoria de Disciplina. O Governo do Estado disse desconhecer o processo e, portanto, não poderia comentar.
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