Dobradinha da Etiopia na corrida de São Silvestre em SP
O brasileiro Giovani dos Santos fez grande prova, acompanhando os africanos durante os 15 km do percurso. Ao final, por pouco não conquistou um pódio, terminando na 5ª posição.
"Temos que vir trabalhando e uma hora a gente chega. Estou feliz e tenho certeza que uma hora a São Silvestre vai ser minha. (Chorei) pelo meu sobrinho, que faleceu semana passada, não pude nem ir ao enterro dele. Mas mais uma vez, pódio na São Silvestre. Eu acho que eles [africanos] vêm sempre forte, mas estou trabalhando. Quase encostei, mas senti no final", disse Giovani, em entrevista à TV Globo.
Prova feminina
Atleta africana venceu a prova feminina da 90ª edição da São Silvestre. O título ficou com a etíope Ymer Wude Ayalew, que já havia sido campeã da mais tradicional corrida de rua do Brasil em 2008 e completou os 15km em 50min43s, seguida por sua compatriota Netsanet Gudeta Kebede e por Priscah Jeptoo, queniana que levou a melhor em 2011. A brasileira mais bem colocada foi Joziane da Silva Cardoso, na oitava posição.
O Brasil não conquista um título feminino na São Silvestre desde 2006, quando Lucélia Peres completou o percurso de 15 km pelas ruas de São Paulo em 51min24s - o País fez dobradinha naquela edição, já que Franck Caldeira levou o título entre os homens. A partir de então, no entanto, o domínio das atletas africanas foi absoluto na prova. Pelo Quênia, Alice Timbilili (em 2007 e em 2010), Pasalia Chepkorir (2009), Priscah Jeptoo (2011) Maurine Kipchumba (2012) e Nancy Kipron (2013) foram as campeãs após a conquista de Lucélia Peres. Já a etíope Yimer Ayalew ganhou a corrida em 2008 e agora novamente no último dia de 2014.
Desta vez, Nancy Kipron e Priscah Jeptoo dominaram os primeiros minutos de prova, destacando-se entre o pelotão africano que se formou à frente da elite feminina. As brasileiras tinham a estratégia de não perder contato visual com as líderes e esboçar um ataque na subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio.
Foi Sueli Pereira quem mais se aproximou das quenianas no princípio da prova. A atleta do Cruzeiro aumentou as suas passadas para seguir o mesmo ritmo das favoritas, porém acabou se distanciando. No centro da cidade de São Paulo, onde o percurso da São Silvestre ganhou formato de coração em 2014, três atletas se desgarraram das demais - Netsanet Gudeta Kebede, da Etiópia, e as ex-campeãs Priscah Jeptoo, do Quênia, e Ymer Wude Ayalew, mais uma etíope. Na temida subida da Brigadeiro Luís Antônio, Priscah Jeptoo ficou para trás. Netsanet Gudeta Kebede e Ymer Wude Ayalew passaram a se alternar na ponta, contando com o apoio do público brasileiro na disputa local entre etíopes.
A experiência de Ymer Wude Ayalew fez a diferença na reta final, com uma arrancada para conquistar a prova segundos antes de Netsanet Gudeta Kebede. A partir de então, restou à torcida brasileira aguardar a chegada de Joziane dos Santos Cardoso, campeã da Volta da Pampulha e agora a melhor atleta local na São Silvestre.
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